Esquecida
estou
nesse
labirinto do tempo.
Rasgam-se
séculos
por
esses corredores
que
são o meu périplo.
Deambulo
solitária
sem
respostas ou salvação;
essa
clausura imposta
tem
o peso de alguma maldição.
Perco-me
na condenação
desses
corredores sem fim
estou
é dentro de mim
nesse
espaço-tempo
que
não vigora
onde
as noites prevalecem
sobre
a aurora,
labirinto
dentro de mim.
E
quando acordo
desse
cárcere onírico
sinto
meus pés
nesse
espaço físico,
frio
e sem saída
do
labirinto do tempo
onde
me encontro
indefinidamente
perdida.
Elizabeth F de Oliveira
Arte de Salvador Dali





























