Teus
dedos,
rotas
de um vale
onde
rios de palavras
traçam
silenciosa geografia,
território
vasto de poesia
acidentado
no percurso da emoção.
Palimpsesto
dos versos da vida,
a
palma da tua mão,
onde
o poema principia,
linhas
ocultas de inspiração:
traços
de enigmática caligrafia,
previamente
grafada em teu coração.
Elizabeth F. de Oliveira




















