
Compreendo a melancolia
Do nascente que sepulta,
A cada velho dia,
Os últimos raios de luz
Num poente instante.
As manhãs renascem
Para morrerem lentamente
No ocaso de todo dia.
Elas ensaiam,
Bem diante dos nossos olhos,
O momento derradeiro.
É quando tudo torna-se finito,
Efêmero,
Sem a mínima chance de absolvição.
Elizabeth F de Oliveira
Foto Raphael o pensativo
18 comentários:
Viver os sonhos e esperar que a verdade de nossos olhos nos redima... Todos os dias. Em todas as horas. Mesmo quando "as manhãs renascem para morrerem lentamente
no ocaso de todo dia".
Gostei muito do poema e da fotografia.
Um beijo minha amiga Elizabeth.
Belo poema!
Lembra-nos que no ocaso também principia um outro dia!
Um abraço Elizabeth
A cada nova postagem de Elizabeth, o dilema se reapresenta:
O que é mais belo, o poema ou a fotografia que emoldura o poema?
Vence sempre a criatividade linda da artista querida.
Mesmo assim, que magnífico cenário crepuscular, a lembrar plácidas tardezinhas de São José dos Campos!
Este Poema nos conduz ao sentimento da chegada e da saída, do nascer e do morrer.
A aurora e o crepúsculo se confundem em semântica e em beleza,
com a mesma intensidade do começo e
do fim.
Você, Beth, se confunde com a beleza interna de criar e com a beleza externa de Ser.
Dinarte, l7/11/08.
O que eu compreendo é a sua excelente poesia.
E não apenas neste poema, que é de fino quilate poético.
Parabéns cara amiga, saio daqui encantado, sempre.
Beijinhos.
As manhãs precisam renascer a cada dia para merecerem o ocaso.
Belíssima postagem! Sempre!
Bjos
,*
Parabéns, Bete !!!!!
O blog e os poemas estão cada vez melhores ... quantas sutilezas ... as fotos estão lindas e a sua então ... fico sempre, sempre muito orgulhosa de vc. Muito sucesso !!!!
Van
Muito bonito o seu poema!
Casamento perfeito de fotografia e imagem...
Beijos de luz e o meu carinho!
"Tudo o que nasce é para morrer!"
Bjs
"Elas ensaiam,
Bem diante dos nossos olhos,
O momento derradeiro."
Se soubéssemos que seria o derradeiro, certamente não seria apenas um ensaio...
Quando será, então, a apresentação?
Acontece todos os dias para aqueles que se vão...e não voltam mais!!!
É uma bênção quando estes lhe dão valor...
Magnífico poema!!
Parabéns!!
Bjs.
Gostei do poema, Elizabeth. E muito bem articulado com a fotografia. Sai-se daqui com uma melancolia boa... uma melancolia que é quase paz!
Abraço Grande.
Sou palavra perdida no silêncio
Gerada no ventre do Mar
Grinalda de perdidos sonhos
O passado do verbo amar
Amei!
Voar na chegada de cada Primavera
Pintar de luz as cores do verão
Pisei o tapete das folhas de Outono
Acendi em cada inverno uma fogueira de paixão
Convido-te ao encontro com o meu “Eu”
Mágico beijo
Concisão, ritmo, sutileza. É o entendimento da finitude sussurrado delicadamente. Lindo, Elizabeth, lindo!
Good Sunday morning, beautiful Poet.
I do hope you may soon write poems which speak only about joy, about love, about real happiness.
Beauty of life should never be forgotten. Never.
Have a joyful Sunday closer and closer to those you love.
"Compreendo a melancolia
Do nascente...
Os últimos raios de luz
Num poente instante."
Lindo.
Poema belissimo minha querida amiga. E conte-me, o segredo de 'tão belas imagens...
Great picture Elizabeth....
well done.
greetings, Joop
http://jfotograaf.blogspot.com
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