domingo, 10 de agosto de 2008

NOITE




Não sei quantas luas
Ainda hei de aguardar
Nas noites em que me pesam
As estrelas.
Nessas horas,
O firmamento me ofusca
A retina do sentimento
E me recobra
Os sentidos de amargura,
Refletindo-me de vazios
Espelhados de solidão.










Elizabeth F de Oliveira
Foto: Luis Neves

4 comentários:

Graça Pires disse...

A noite. As sombras marginando a solidão do olhar.
Um beijo e saudades.

um bom ouvido disse...

Muito lindo msm! Seu blog é um presente! Obrigada. bjs

Alexandre Bonafim disse...

Poema de grande delicadeza, de fulgor estelar a nos iluminar. Abração, Elizabeth, ainda vou mandar-lhe o livro. Aguarde. Já respondi ao seu post, lá no meu poema.

Marinha de Allegue disse...

O poder hipnótico da noite...

Beijinhosss Elizabeth.
:)