
Em águas escuras de saudade,
navego una,
por entre a paisagem
semântica do meu sentimento.
Deslizo sobre uma emoção espelhada
de verdades veladas.
O barco que me conduz
me naufraga e me resgata
na sendas incendiadas
pelo verde que se dilata
em minha retina.
Una, eu e o rio, solitários e perdidos
em algum braço esquecido
de navegação.
Una, eu me reflito, nessa águas
que me conduzem ao coração.
Elizabeth F. de Oliveira
Foto: Cássia C. Lopes
Rio Una em Morros- MA
3 comentários:
"Una, eu me reflito, nessa águas
que me conduzem ao coração". Posso juntar-me a ti e ao rio? Um beijo Elizabeth minha amiga.
Que lindo...vontade de reler (reviver) mil vezes!Lindo...
Bela a alma que se guarda atrás de retinas que vislumbram "algum braço esquecido de navegação".
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