sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ORLA





Bebo o mar
na boca dos meus dias,
na ânsia de matar a sede dos olhos.
Sorvo a maresia nos lábios,
mastigo o sal das areias.
Assisto o divagar das ondas,
ensaiando o vai-e-vem
para algum lugar que não se concretiza;
é a minha esperança imersa
na orla dos meus dias.







Elizabeth F. de Oliveira
Foto Pedro Noel da Luz

20 comentários:

Bill Stein Husenbar disse...

Versos magnificos e tocantes.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

Gisela Rosa disse...

Contigo também "bebo o mar...na orla dos meus dias"!

Um abraço Elizabeth!

Graça Pires disse...

"Bebo o mar
na boca dos meus dias,
na ânsia de matar a sede dos olhos"
Que belo começo Elizabeth. O mar é tão infinitamente azul que faz sede...
Um beijo grande.

Marinha de Allegue disse...

O azul do Mar sacia tódlas sedes...
Fermosa conxunción imaxe e palabra.

Unha aperta grande Elizabeth.
:)

Aninha da Fonte disse...

Aiii que saudade do mar... Esse poema me deixou com mais saudades ainda!! Acho lindo seus poemas. Parabens!! Marcello ta aqui do meu lado e manda beijos.

O Profeta disse...

A maravilha da tua alma aqui patente...


Doce beijo

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema querida amiga, vc escreve magnífica poesia. Parabéns.
Beijos.

Carlos Barros disse...

Um belíssimo poema de puro requinte. Também parabenizo a foto do Pedro Noel.

Bom encontrar mais um espaço de esmero bom gosto.

Abraços!

Cássia Lopes disse...

"Para algum lugar que não se concretiza"..
Nós aguardaremos juntas, até que essas lugares se concretizem em nossas vidas! Assim será!
Beijos

O Profeta disse...

A terra dorme em sobressalto
Um grito brota da alma
Danço com esta bruma de Inverno
Rodopia em meu peito uma estranha calma

Águas despertas, Mar bravio
Cai sobre mim um nevoeiro perverso
Uma onda estende seu manto de espuma
Açoita as pedras adiando o regresso


Boa semana


Mágico beijo

Rabe disse...

Nascido das aguas de Ogum beira mar,, Sou o que sou: Sal e vento, areia de padecimento e pedra em mutação! assim entendo; e sorvo deste teu, evento poético de cismas e rimas bem ajustadas! Voltarei...

Jairzinho disse...

Que bom tem você como parceira na latinidade, meus parabens pelas poesias que falam pela alma, muito bonitas mesmo...
Agora eu queria ter o imenso prazer que vc pudesse ver os meus dois blogs, www.pelosimepelonao.blogspot.com(poesia)
www.movimentofraga.blogspot.com(filosofias)
espero ve-la, deixe-me um comentario pra dizer pelo menos, passei por aqui...
Boa sorte

O Árabe disse...

Eis que a todos os dias, somos forçados a beber o mar dos nossos sonhos. Belos versos, boa semana!

Victor Oliveira Mateus disse...

Lindo! Os dois primeiro versos são muito belos e tudo o resto os secunda, é, aliás - para mim - um poema muito equilibrado e do melhor que tenho lido teu. Gostei
mesmo MUITO!
Um beijo, Elizabeth.

Lancelot disse...

When no one else can understand me when everything I do is wrong
You give me hope and consolation you give me string to carry on
And you’re always there to lend a hand in everthing I do
That's the wonder, the wonder of you.

And when you smile the world is brighter you touch my hand and I am king
Your kiss to me is for the fortune your love for me is everything
I guess, I'll never know the reason why you love me as you do
That's the wonder, the wonder of you.

(The White Cliffs of Dover, England)

Anônimo disse...

Bete,

Fico muito feliz pela “evolução” da tuas letras ... a cada dia mais me surpreendo e torço para que sua mensagem chegue cada vez mais longe ...
Obrigada por dividir conosco a sua florada da emoção

Sua amiga, leitora e admiradora

Vanessa

A Conxurada disse...

Moi fermoso, coma sempre.

Te disse...

Lindo!!!

d'Angelo disse...

Um belo navegar no azul da subjetividade.

um bom ouvido disse...

Belo poema, o blog está maravilhoso! Parabéns!