terça-feira, 2 de março de 2010

INSÔNIA


Castelos de insônia
sombreavam a orla
da minha noite
à frente de um mar de silêncios

Onde meu sono
não anoitecia
nem amanhecia...

Longe, na pátria
dos desejos,
sereias faziam juras,
lançavam-me encantamentos...
mas meu coração
não cedia!

Passei a noite
de olhar a noite
enquanto lá
no mirante das estrelas


O tempo desfraldava -
lentamente -
um outro dia.


Jaime E. Cannes
Em Tarô para a Autotransformação e a Cura
Imagem Osho Zen Tarô

10 comentários:

Greice Vieira disse...

"(...) meu sono não anoitecia, nem amanhecia..."

Super inovadora essa frase. Diferente! Simples, mas encantadora.
Adorei o poema.

Cássia disse...

Essa carta me persegue! rs
Amei o poema!
Vamos movimentar mais tudo por aqui, não é?
Beijos no coração.

Ronaldo Honorio disse...

Belísimos versos livres, como têm de ser; aprecio muito versos desta nobreza.

Graça Pires disse...

Que bom teres regressado minha querida amiga. Já era tempo de voltares com as palavras que são sempre uma espécie de salvação para as nossas fragilidades. Gostei do poema. Um grande beijo.

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Passei para ler


e deixar um beijinho.

mundo azul disse...

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...que bonito! Obrigada, pela partilha...



Beijos de luz e o meu carinho!!!

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JORDAS disse...

Os poetas são capazes de tornar lugares-comuns em sentidos nunca experimentados.
às palavras velhas e gastas dão-lhes rostos de juventude.
Lindo o poema.
Um fim de semana de muita luz

Nilson Barcelli disse...

Olá Elizabete, ainda bem que voltaste.
Estava habituado a fazer uma "pausa para um café" de vez em quando...
Querida amiga, bom domingo e boa semana.
Um beijo.

O Árabe disse...

Mais uma bela escolha! Obrigado, boa semana.

Nilson Barcelli disse...

Entretanto, publiquei novo poema.
Gostava que o lesse.
Boa semana para vc.
Um beijo.