quarta-feira, 13 de outubro de 2010

REFÉM





A solidão dos dias adentrou
a minha casa,
fez-me refém da poesia,
trancando-me em algum porão
de mim mesma,
esquecida,
no escuro inevitável do tempo.






Elizabeth F de Oliveira
Foto Mark Freedom

17 comentários:

KaroL Goltzman disse...

Muito bem. De vez em quando é bom tirar a poeira do blog.
Engraçada a maneira com que o seu poema e o de Clarice se completam.

"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

Te amo, Mãe!

Karoline Goltzman

Graça Pires disse...

Se a solidão te fez refém da poesia, abençoada seja ela, mesmo que doa. É nos momentos de solidão que a inspiração nos visita e como dizia Picasso: quando a inspiração vier que me encontre a trabalhar. Gostei que voltasses ao blog.
Um grande beijo de saudades.

Katia disse...

Profundos seus poemas ,na minha opinião a sua alma é poesia.com um beijão tua prima Katia de portugal.

Greice Vieira disse...

Amo como você desenha a poesia - Tua arte me fascina; me inspira!.

=) Melhor Tia Linda e Poeta do Mundo todo.

A Conxurada disse...

Marabilloso!!!!!!

Vieira Calado disse...

Mas, amiga!

A poesia é boa companheira!...

Saudações poéticas

Anônimo disse...

Senti sua falta por aqui. É uma imensa alegria pro meu coração ficar refém da tua poesia nos meus momentos de solidão.
Beijos, Mami querida!
:)

Nilson Barcelli disse...

Nem só os que sofrem de solidão fazem poesia.
Mas a poesia dá-se bem com quem vive nela mergulhado.
Excelente poema, querida amiga. Gostei muito do seu poema.
Beijos.

Jade Amorim disse...

Antes sermos reféns de nós mesmos do que dos outros.
Adorei o poema e o blog!

Beeijos!

A.S. disse...

Ah!... como é cativante esse cativeiro!!!

Beijos,
AL

A.S. disse...

Ah!... como é cativante esse cativeiro!!!

Beijos,
AL

JB disse...

Gostei imenso das suas poesias!

Muitas vezes somos reféns dos nossos e dos pensamentos dos outros... e que aperto, parece que não cabemos dentro de nós próprios... mas quando a porta se abre é bom sermos reféns dos nossos e dos sentires dos outros...

Beijinho

Vieira Calado disse...

A sua produção é boa.

Pena publicar tão pouco.

Saudações poéticas

Nilson Barcelli disse...

Elizabeth, é uma pena não escreveres e publicares poesia com maior frequência...
Desejo-te um excelente 2011.
Beijos, querida amiga.

um bom ouvido disse...

O que seria das almas sensíveis sem a poesia para lhes resgatar?

Isabel Lopes disse...

Acho que eu precisava ler isso.
Ficou tão lindo, tão natural.

Isabel Lopes disse...

Acho que eu precisava ler isso.
Ficou tão lindo, tão natural.