segunda-feira, 11 de abril de 2011

SEM NOME





Sobrevivi ao naufrágio
de uma saudade avassaladora
de sonhos imperfeitos.
Vagas sem rumo de mim,
ondas revoltas
sobre o meu barco sem mar,
e uma bússola de incertezas
orientando o norte do meu peito.
Sobrevivi, resgatada
por uma das ilhas desertas
da minha solidão sem nome.









Elizabeth F de Oliveira
Foto Teutoaero

9 comentários:

Graça Pires disse...

A solidão sem nome... Mas tem nome de barco, de mar, de esperança, de sede, de fonte...
Um belo poema, minha querida amiga.

Vieira Calado disse...

Sim, amiga!

A solidão não tem nome!

Bjjss

O Árabe disse...

Sobreviventes somos. Em cada um dos nossos dias... :) Bom resto de semana!

Nilson Barcelli disse...

O resgate por vezes é difícil...
Belo poema, gostei imenso das tuas palavras.
Beijos, querida amiga.

Katia disse...

Nesta vida naufragamos muitas vezes dos sonhos ,masa somos resgatados pela força de viver,lindo lindo seu poema,amei.

apaixonado disse...

Sempre sobrevivemos, somos fortes, e às vezes saimos de algumas tempestades e vem bonanças compensadoras. Bjos

A.S. disse...

A pior das solidões é aquela que sentimos apesar de acompanhados!...


Lindo o teu poema...


Beijos,
AL

Rabe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rabe disse...

Saudações fraternas, poetisa irmã.