domingo, 21 de setembro de 2008

Mãos




Ainda me resta
Um pouco de poesia
Nas mãos tatuadas de desejo.
A caneta que resvala
Por entre os dedos
Não sacia a ânsia
Do toque das linhas do teu rosto
Ou do contorno das tuas mãos.
A necessidade que me consome
As mãos cria em mim
Um vazio eterno de solidão.
A poesia que ainda me resta
Inflama-me as palmas,
Ansiando-me resgatar da impossibilidade
Do preenchimento do desejo.





Elizabeth F de Oliveira
Foto Miguel P. Dias

7 comentários:

Graça Pires disse...

"Ainda me resta um pouco de poesia".
Ainda te resta bastante poesia agora que os teus poemas seguem um rumo mais seguro e poético.
Um beijo.

Cássia Lopes disse...

A poesia que ainda lhe resta é grandiosa!
Quem dera muitos tivessem esse "resto" de poesia!
Beijos

Nilson Barcelli disse...

Não concordo nada contigo... acho que ainda te resta muita poesia...
Belíssimo poema cara amiga, gostei muito, mas mesmo muito de o ler.
Beijinhos.

O Profeta disse...

Explêndido texto...mágnifica imagem...



Doce beijo

Victor Oliveira Mateus disse...

É interessante que, ainda sem ter lido o comentário da Graça, senti
o mesmo que ela: o tal rumo mais seguro e poético. Achei mesmo a
primeira parte do poema bastante boa... não há ali quaisquer vacilações.
Bjs.

Vieira Calado disse...

Resta sempre um pouco de poesia!
Bjs

Marinha de Allegue disse...

Mans que acompanhan, mans que acarinhan ao son da túa escrita...

Beijinhossss Elizabeth